''O homem não se arriscaria a se aproximar do eterno sem antes ter deixado protegidas as coisas temporais. Esta é minha tentação recorrente e infindável: entrar nesse Mar (acho que foi São João da cruz que chamou Deus de Mar)e nele não mergulhar, não nadar nem flutuar, mas somente chapinhar e borrifar, tomando cuidado para não boiar e segurando-me na corda salva-vidas que me liga a minhas coisas temporais." (C. S. Lewis)
Este é o significado do Wikipédia para a palavra "tentação":
Tentação é um estímulo ou indução a um ato que pareça atraente, ainda que seja inapropriado ou contradiga alguma norma ou convenção social sendo, consequentemente, proibido.
É exatamente esse significado que C. S. Lewis utiliza para o termo "tentação" citado em seu texto. Ao comparar Deus com o mar, ele deixa claro o quanto nós, seres humanos, tendemos às coisas temporais e abrimos mão do que é eterno. Simplesmente colocamos Deus em uma posição não tão adequada à sua essência, e, assim, nos tornamos seres humanos duplos, tentando sempre conciliar os prazeres deste mundo com os aprazimentos divinos.
A falta de um real relacionamento com Deus, de uma vida entregue aos seus cuidados, em que uma simples ida à Igreja torna-se o momento mais precioso de adoração, e não apenas um desencargo de consciência pelos pecados cometidos diariamente, nos fazem padecer em uma vida medíocre e sem sentido. Lembre-se de que há dois caminhos, mas apenas um te conduz à vida eterna ao lado de Deus!
"Já sentiu o gosto do mar?
Já se deixou levar pelo balanço desse mar?
Já experimentou sentir o cheiro do nada? já sentiu a sensação de mergulhar nos braços de Deus?
O infinito azul muito me orgulha, mesmo de longe ou em contato com a areia, é ali que se analisa, se define, se cresce.
Que saudade de nadar, de sentir, de fluir, de relaxar, de flutuar, de viajar por universos que tem como limite único a minha imaginação, a minha paixão por esse todo." (Gustavo Teixeira)