Hoje eu trouxe um texto que me marcou muito esses dias. Pelo título dá para imaginar o porquê, não é mesmo? Deus quer uma noiva preparada e santificada! Amém!
(Ivana Almeida)
O perdoar-nos e libertar-nos da condenação e do inferno nunca constituem um fim em si mesmo e nunca devem ser considerados como tal. São apenas meios para um fim posterior. Não podemos deter-nos no perdão e na justificação. Vamos examinar mais de perto a doutrina da santificação. O primeiro princípio é que nada é tão antibíblico como separar justificação e santificação.
Muitos porém, o fazem. Dizem para os ouvintes: “Você pode crer no Senhor Jesus como seu salvador e seus pecados serão perdoados e você será justificado. E poderá parar aí.”. Completam: “Naturalmente, você deve dar o segundo passo. Contudo, existem muitos cristãos que param. Certamente, são cristãos, porém, não se ocupam da santificação.” E, então, eles os exortam a “aceitar” a santificação, como anteriormente “aceitaram” a justificação.
Tal ensino é uma completa negação daquilo que o apóstolo Paulo diz em Efésios.
A morte de Cristo não visa meramente dar-nos perdão, justificar-nos e tornar-nos legalmente justos aos olhos de Deus. É somente uma primeira ação de uma série. Não é uma ação final, em nenhum sentido.
O apóstolo não ensina esta verdade somente aos efésios. Ele ensina a todas as igrejas. Vocês a encontrarão na Epístola aos Romanos 8:3-4. Também em Tito 2:14: “Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.”.
É por isso que Ele se entregou por nós: não meramente para que pudéssemos ser perdoados nem meramente salvar-nos do inferno, mas para purificar e salvar para Si este povo.
O Senhor disse na sua oração sacerdotal: E por eles me santifico a mim mesmo, para que também sejam santificados na verdade. (João 17:19). Ele se entregou pela Igreja, para poder santificá-la e purificá-la.
Todo problema surge do fato de que alguns persistem em considerar a santificação como uma coisa que compete a nós realizar. O ensino das Escrituras é o seguinte: Cristo pôs seu coração e seu afeto na Igreja. Lá estava ela, sob condenação, em seu pecado, em trapos e em sua baixeza! Ele veio, tomou os pecados dela sobre Si e os suportou em Seu próprio corpo no madeiro. Sofreu o castigo, morreu, fez a expiação e nos reconciliou com Deus. Assim, a Igreja está livre da condenação.
Mas isso não O satisfaz. O Senhor quer apresentá-la “Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante.” (Ef. 5:27). Portanto, começa imediatamente a prepará-la para esse destino. Não pode parar no primeiro passo. Vai adiante para santificá-la. Noutras palavras, Sua morte na cruz por nós e por nossos pecados foi simplesmente o primeiro passo nesse grande processo. E Ele não se detém no primeiro passo. Tem um propósito completo para a Igreja e vai cumprindo-o passo a passo.
(...)
Em Êxodo, o monte no qual Deus se encontrou com Moisés e lhe deu os 10 Mandamentos é chamado santo, porque foi separado. Não houve alteração na montanha, mas foi separada para os propósitos de Deus. Os vasos que eram usados no cerimonial do templo eram igualmente santificados. Não houve mudança material nos copos e nos pratos. Todavia, como deviam ser utilizados somente para o serviço de Deus, não podiam ser empregados no uso comum.
Ser santificado significa ser separado para Deus e para o Seu uso e propósito especial, como Sua possessão peculiar. Portanto somos um “povo para Sua possessão pessoal”.
(Martyn Lloyd-Jones - MCM)


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