Sentindo sua presença.



"Prosseguiu Jó no seu discurso e disse: Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava!"   (Jó 29:1 e 2)

"Depois disto, o Senhor, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó:
Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento?
Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento."
(Jó 38: 1,  2 e 4)

"Então, respondeu Jó ao Senhor: Bem sei que tudo podes e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza." (Jó 42: 1-6)


    Como Deus pode nos amar se Ele permite que coisas ruins aconteçam conosco?
    A experiência da presença de Deus nos leva a agir com base na nossa fé. Jó teve sua vida transformada ao experimentar a presença de Deus. Jó foi um homem justo e rico, e acreditava que as bênçãos que possuia eram frutos da sua bondade. Ele passou por momentos difíceis em sua vida, perdeu a família, os bens e a saúde. Tomado de dor, ele apenas tinha forças para clamar a Deus. O problema é que seu clamor foi marcado por questionamentos. Ele não aceitava o fato de um homem "bom" ser submetido a esse tipo de tribulação. Mas, da mesma forma que nós seres humanos esperamos o tempo certo para agir em determinada situação, Deus também analisa o momento exato para atender nosso clamor. Não há dúvidas de que Deus tem uma noção de tempo perfeita, mas, por sermos imediatistas, só compreendemos isso quando os propósitos divinos são revelados.  Jó se sentiu abandonado por Deus, porém, pacientemente, continuou a orar pedindo respostas. Deus não respondeu a Jó, apenas lembrou a ele seus feitos, sua soberania e, dessa forma, Jó compreendeu que a grandeza e sabedoria de Deus estavam além da compreensão humana. Por sermos limitados, não temos como compreender um ser ilimitado. O fato de seguirmos a Deus, não nos garante que o entenderemos em sua totalidade. Ao termos fé, somos desafiados a permanecermos fiéis independente das circunstâncias, pois, só o fato de sentirmos a presença divina, já é algo de grande valor.


" Algo penetrou na minha alma...um sentimento da glória do ser divino; uma nova sensação,
diferente de tudo que eu tinha experimentado anteriormente." Jonathan Edwards (1703-1758)


(Bruna Meneses)



1 comentários:

{ Sobre o que é Eterno } at: 21 de janeiro de 2011 às 13:20 disse...

Como nós somos limitados, não é?
Nós lutamos o tempo todo para alcançar uma respota, que só o próprio Deus é capaz de nos dar, e ainda queremos colocar prazo humano para que Ele solucione todas as nossas indagações...
Mas onde estávamos quando Ele criou tudo que existe?
Somos apenas um grão nas questões do mundo, e mesmo assim, um grão amado e escolhido pelo próprio Criador!

Ivana Almeida

Postar um comentário

 

Copyright © 2010 • "O essencial é invisível aos olhos." • Design by Dzignine